Essas novidades e os resultados do SIADE nessas modalidades de atendimento serão divulgados nesta terça-feira, 11/08, em um seminário para gestores e técnicos das escolas e das DREs na UNIP, na SGAS, W/5, Quadra 913, Asa Sul
No final de setembro, a Secretaria de Educação do Distrito Federal avaliará todas as escolas da rede pública que oferecem Educação Infantil (218 instituições) e Especial (24 instituições) e mais 23 escolas da rede privada que oferecem Educação Infantil e têm recredenciamento marcado para 2010. Na rede pública, a novidade - que será um dos principais instrumentos da avaliação – é a aplicação de um questionário para medir o grau de satisfação de pais e responsáveis.
O questionário complementará a verificação das condições de oferta de infra-estrutura, qualificação dos professores, adequação de materiais e práticas didáticas, efetuada por meio do SIADE (Sistema de Avaliação de Desempenho das Instituições Educacionais do Distrito Federal) desde 2008, quando a avaliação, então feita por amostragem, se concentrou na rede pública.
As duas pontas da avaliação
De um lado, os resultados dos questionários serão levados em conta na avaliação das equipes gestoras das escolas e para construir indicadores que aprofundem a avaliação do desenvolvimento e da aprendizagem dos alunos da Educação Infantil e Especial; e, de outro lado, a avaliação das condições da oferta (infra-estrutura, qualificação dos professores, adequação de materiais e práticas didáticas) permitirá que cada escola tenha um diagnóstico próprio sobre sua situação para planejar ações com vistas a sanar os problemas identificados e a melhorar o ensino ofertado.
“O questionário nos fornecerá informações relevantes do ponto de vista dos pais, agentes fundamentais para a melhoria da qualidade da educação”, afirma o secretário de Educação, José Luiz Valente. “Estudos internacionais demonstram que a participação dos pais é decisiva para a melhoria da aprendizagem dos alunos. Além disso, queremos ouvir os pais, saber o que pensam sobre a escola e estimular sua participação no cotidiano das instituições”, complementa.
A avaliação das condições de oferta realizada na Educação Infantil e na Educação Especial faz parte do SIADE. No caso dessas duas modalidades, ela substitui a avaliação de desempenho, realizada somente com alunos do Ensino Fundamental e do Médio.
“A avaliação da oferta é importante para sabermos em que a SEDF pode e precisa melhorar no sentido de dar o suporte necessário ao trabalho desenvolvido pelas escolas. Ela nos fornece informações sobre infra-estrutura, qualificação dos professores, adequação dos materiais e práticas didáticas”, explica o secretário de Educação do Distrito Federal, José Luiz Valente.
“Esse monitoramento é importante na Educação Infantil porque a qualidade da infra-estrutura e do corpo docente têm peso fundamental para o desenvolvimento da criança”, afirma o secretário de Educação, informando que estas escolas passarão a ser acompanhadas de perto pela SEDF.
Um olhar qualitativo e sistêmico
Segundo a avaliação dos fatores associados ao desempenho escolar dos alunos da SEDF no ano de 2008, constatou-se que a pré-escola produz impacto positivo na aprendizagem no ensino fundamental.
Diante desta constatação, no questionário, os pais poderão dar sua opinião sobre a organização, a limpeza, a maneira como são atendidos pela equipe escolar, dentre outros aspectos. O mesmo se aplica à Educação Especial, que requer uma avaliação qualitativa.
Resultados da educação infantil em 2008
Em 2008, foi realizada uma avaliação da oferta de educação infantil em 21 instituições de ensino da rede pública do DF. A amostra incluiu 20% das escolas que oferecem esta etapa em cada uma das 14 DREs. Os informantes foram: 21 diretores, 18 coordenadores e 21 professores e 42 crianças das turmas de educação infantil.
A avaliação aponta a necessidade de melhorar o espaço físico para a educação infantil (criação de espaços de trabalho adequado na sala de aula, oferecer materiais mais diversificados às crianças, ampliar as áreas verdes, entre outras coisas). Também enfatiza que é preciso aprimorar o planejamento das atividades e envolver de maneira mais consistente as crianças na organização e no desenvolvimento da rotina.
A interação entre crianças e adultos foi avaliada como favorável. Também foram consideradas favoráveis a interação entre os pares, a existência de laços e amizade e o fato de os professores se manterem atentos a toda a sala.
Resultados da educação especial em 2008
A avaliação reconhece o esforço e o compromisso da SEDF no sentido de melhorar a oferta de educação às pessoas com deficiência e enfatiza como positiva a orientação de matricular todas as crianças em escolas regulares adotada a partir de 2009. Segundo a orientação da SEDF, depois de feita a matrícula, o aluno é encaminhado aos centros de ensino especial ou a outros serviços, se houver necessidade.
A avaliação foi feita nos 13 centros de ensino especial do DF. Também foram ouvidos professores que atendem a alunos com deficiência no ensino regula
Porém, segundo a avaliação, apesar dessa orientação geral que claramente fortalece a inclusão dos alunos com deficiência na escola regular, os centros de ensino especial ainda seguem uma orientação médico-psicológica, adotando técnicas e metodologias que dificultam a inclusão dessas pessoas na escola regular. Por isso, de acordo com a avaliação, é como se existissem dois sistemas com orientações distintas funcionando dentro da rede pública do DF.
Rede privada: avaliação é pré-requisito para recredenciamento
A avaliação das condições de oferta das escolas que oferecem educação infantil será um pré-requisito para o recredenciamento dessas instituições. A explicação é da secretária adjunta do Distrito Federal, Eunice Santos. “Neste primeiro momento, somente a participação na avaliação será levada em conta, mas, progressivamente, vamos considerar as notas obtidas pelas instituições como itens para conceder ou não o recredenciamento”, afirma Eunice.
A sistemática está em fase de estruturação, mas está sendo estudada a possibilidade de considerar as condições físicas e a qualificação do corpo docente, dentre outros elementos, para a SEDF autorizar ou não o funcionamento de escolas privadas no Distrito Federal.
ASCOM